Novembro 12, 2009

Count your blessings

A trilogia perfeita: reposição do Six Feet Under assim de enfiada, noites já mais frescas, a minha anti-socialidade dos últimos serões.

Novembro 12, 2009

Dear Santa (2)

E uma macieira de maçãs moribundas. Adoro vegetais miniaturizados. Ou de cores estranhas que afinal são as nativas, quem diria?

Novembro 12, 2009

Dear Santa

Quatro palavrinhas apenas: kimitunic drops, custo barcelona.

E como diria o sábio Homer Simpson: “Christmas is not about  gifts and food, it’s about us all getting together to celebrate the birth of …Santa Claus”.

Novembro 7, 2009

“Your greatest creation is the life you lead” (3)

Setembro 28, 2009

Notas soltas

sobre as eleições.

1ª- também quero fundar um partido menor, crescem como cogumelos, já ocupam uma folha A4 e sinto-me excluída de toda a diversão de siglas, cartazes e palavras de ordem (até porque sou péssima para trabalhos manuais e o jogging como hobbie não está a ter o sucesso esperado)

2ª-por falar em palavras de ordem há militantes/apoiantes assustadores, suspeito que a verdadeira razão de o Sócrates não ter ido ao Rato foi a ameaça de “muitas muitas beijocas” cuspida da boca de uma entusiasmada e avantajada senhora de bandeira em punho.

3ª- ainda nas palavras de ordem, assustam-me multidões a gritar siglas de punho cerrado e olhar vidrado

4º – fiquei 60% arrependidada do meu voto ao primeiro discurso pós-eleições do visado, isto passa

5ª- o momento cómico da noite eleitoral foi o olhar embevecido que o senhor à esquerda do Portas lhe dedicava durante o discurso, eu vi estrelas naquele pestanejar

e podia continuar nisto horas e horas mas tenho de trabalhar no plano de negócios da minha futura pme.

Setembro 23, 2009

What became of the likely lads

Após 30 aninhos de vida mais uns pozinhos, recheados com a nuance habitual do muito bom ao muito mau, momentos de terrível mediocridade, outros de frágil sublimidade, erros, acertos, cabeçadas, enfim a panóplia que calha invariavelmente aos da minha laia, não ganhei poder de concentração, organização, paciência nem assertividade.

Continuo a perder as chaves mensalmente, o cartão de crédito 2, 3 vezes por ano, a deixar a louça por lavar de um dia para o outro, a não fazer sempre a cama de manhã, a trabalhar sempre sob a pressão do prazo limite, a lacrimejar nos momentos mais tensos, a insistir sem contemplações no que não consigo mudar, a achar no meu intímo injusto que o mundo dos que amo não gire à volta do meu umbigo, a  nunca ter as unhas impecáveis, a sujar camisas brancas à primeira garfada, a tropeçar em escadas, a bater em postes, a amar sem medidas nem jogos, a “comover-me por tudo e por nada” como aquele da crónica do Lobo Antunes (ou poema?), a ser tímida às 20 mil primeiras impressões, a comer demasiado chocolate, a não correr três vezes por semana e não organizar documentos nem livros nem música, a não fazer aquele albúm de fotografias e a ter medo do escuro em corredores longos.

Ganhei apenas uma certeza: devia seguir  o meu instinto cegamente, especialmente quando ele me aponta o caminho mais difícil.

Setembro 23, 2009

And never let the winter in

Britpop nerdy cool lyrics as sweet placebo for the winter that has set in.

Setembro 19, 2009

Ora espreitem lá…

…o número 15 desta lista das 50 melhores comidas do mundo e melhores sítios onde as encontrar, AQUI!

“Creamy, flaky custard tarts – served warm with cinnamon – are one of Portugal’s great culinary gifts to the world”.

Atentem bem na parte essencial da descrição ONE OF, uma das muitas grandes contribuições gastronómicas de Portugal para o mundo. Vou já lá acrescentar nos comentários os percebes da Berlenga. E tu, o que acrescentas?

Setembro 7, 2009

Bucólica, lamechas e simplória (2)

Estava quase a ultrapassar este estado de espírito quando via secção The  measure do Guardian (que todos os sábados dita as tendências que fcaram “so last week” ) descobri o blogue mais cutchi cutchi jamais visitado: http://www.whatkatiewore.com

Setembro 7, 2009

Here it is, one more one less

Sempre me fascinou a cascata de possibilidades, a multiplicação de caminhos que, como ramos de árvore se desenrolam de cada passo, decisão ponderada ou aleatória que vamos tomando… e se , e se ,e se.  São tão fragéis os fios que nos unem uns aos outros,é tão ténue a teia que com eles tecemos, é tão forte a determinação com que por vezes a remendamos  como a determinação em rompê-la noutras. E o que determina a a escolha entre agulha ou tesoura? Por vezes um capricho, um medo muito grande, a saudade antecipada da partilha de gargalhadas e conversas desprendidas ao adormecer, a infância tardia e libertadora de uma cumplicidade. Que o amor como entidade absoluta e independente da banalidade, chatices e rotinas do dia-a-dia  é um conceito que sublima perante a realidade assim que o tentamos experienciar.

Setembro 7, 2009

Fui viver para

um livro outra vez. Acontece raramente, é provavelmente uma conjunção de milhentes factores aleatórios como a altura certa, a disposição certa, disponibilidade mental para um mundo paralelo ficcionado, ou indisponibilidade para o real. Mas ontem, numa tarde ventosa e solitária de praia, e após dezenas de abandonos na prateleira ao fim de duas ou três páginas, mudei-me temporariamente para as vidas da Margarida e do João Garcia. Até que as páginas se acabem.

Setembro 7, 2009

Bucólica, lamechas e simplória

Qual prozac, hipnose, regressões, meditações para lidar com neuras domingueiras, cansaços extremos, stress pós férias, pré férias ou qualquer uma dessas desculpas que por vezes se usam para não viver em plenitude. Sugiro o imenso poder terapêutico e preventivo de horas a fio a brincar com cãezinhos bebés cujo objectivo varia a cada 5 segundos entre roubar chinelos, correr em círculos, moder cabelos e receber festinhas na barriga.

Estou bucólica, lamechas e simplória, mas isto logo passa.

Agosto 27, 2009

until the long gone days

“Speak a native tongue to me
Say some funny things to me
Roll around and laugh with me
Until the long gone days”

Mark Kozelek

Agosto 27, 2009

Back to school

entretanto, no meio deste silêncio blogosférico – que só pode ser bom sinal – trabalhei no que mais gosto, descansei, vi o Leonard Cohen no que para grande espanto meu me soou a actuação da banda de animação de um qualquer cruzeiro de reformados, banhei-me quase de “burkini” num Atlântico morninho, banhei-me não interessa como no meu Atlântico preferido revoltado e gelado, comprei o cardamomo mais aromático jamais cheirado, viajei 4 horas a 40ºC em pé num comboio atolado de pessoas,  descobri que já não resisto a 4 dias festivaleiros seguidos sem refilar com a falta de um jantar calmo com conversas calmas em redor de um vinho calmo, num desses dias festivaleiros confirmei que Roisin Murphy é a pessoa com mais estilo à face de terra e que o mantem grávida de pijama, robe e com todos os problemas técnicos do mundo condensados num só “concerto”, mudei de ideias mil vezes em relação a mil coisas, vi de uma assentada 8 episódios da vida do Hank Moody (Beka rules), delineei projectos ederrubei outros. Agora, afio os lapis, organizo o computador e aterro devagar nisto dos dias de trabalho. E interrogo-me, onde se vende a Vogue UK nas redondezas? Há aí um zunzum da continuidade das calças de harém e dos “power shoulders” e queria (des)confirmá-lo naquele suplemento dos essenciais de moda Outono/Inverno (o que manter, o que deitar fora, o que comprar, o que reciclar e por aí fora), para mim a silly season é “nonstop”!

Agosto 27, 2009

Tanto que eu gosto de versões.

Junho 25, 2009

einmal ist keinmal (2)

Mas não é, conclui eu em baixo. O mundo não é previsivel e familiar.

Godbless! Ia ser chato, morninho e acolchoado, mas chato.

De qualquer forma aqui inicio uma categoria de postadas-brinde às coisas previsíveis e familiares do mundo: Einmal ist keinmal!

Por exemplo, os sons que nos habitam, dos quais nunca nos fartamos, que nos apresentam mais um bocadinho de nós de cada vez que os ouvimos, aos 13, aos 16 aos 20, aos 25, e agora aos 30 (ainda sem todos os dentes do siso, e os que nasceram não me doeram por isso não valem):

Junho 25, 2009

einmal ist keinmal

Vou reconhecendo a custo, a maturidade exige este processo de fazer as pazes entre o que achávamos ser e o que realmente somos, que sou estranha a novidades. Meio porco-espinho, sou aos primeiros contactos mera observadora, um bocadinho esquiva, antipática,  há que assumi-lo. Seja com pessoas, músicas, roupas, lugares, os afectos crescem lentamente em mim com a permanência ou com o regresso. Gosto de voltar aos sítios que amei (nunca hei-de voltar a Londres sem voltar à Liberty ou à Royal Opera House, mesmo que à custa de omitir a descoberta de novos locais), gosto de ouvir pela milionésima vez a mesma história da boca da mesma pessoa (por isso sorrio satisfeita em vez de acusar ” ja me contaste isso mil vezes”), de percorrer ruas e recordar as sensações que nelas vivi, de sentir como os locais ficam manchados pelas vivências, saber que uma pequena aldeia sem graça será sempre o local onde virei páginas da minha vida e permiti a medo a escrita de novas prosas, de saber que aquela pastelaria ao pé da igreja encerra tantas madrugadas  ébrias e fins de tarde preguiçosos com o mundo pela frente que lá um palmier terá sempre a matiz de sabores mais rica de todas, gosto das piadas que só fazem sentido entre amigos de longa data, dos rituais de jantares ou cinema ao dia tal. É uma especie de autismo emocional, como que repetir um abraço sobre mim mesma para fingir que o mundo é um sítio previsivel e familiar. Mas não é.

Junho 19, 2009

kit-sobrevivência para uma travessia ao deserto

que sou por vezes: lentes cor de rosa, asinhas icarianas, cote d’ór com amêndoas salgadas, vestidos coloridos, raios de sol, salpicos frios de àgua salgada, gargalhadas bem altas por tudo e por nada, macarons, balões e bicicletas como no vídeo em baixo e, muito importante, a chave para trancar o “círculo”.

Junho 18, 2009

The state that I am in

Pantone 292 for a while. Because I am aiming for Pantone 199.

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Junho 8, 2009

Os olhos do Chico

Contra botox, repuxamentos e afins. Apenas por isto, tão bem ilustrado no vídeo abaixo: a beleza das rugas de expressão (especialmente aquelas ao lados dos olhos em leque, mapas indicativos de muitos sorrisos e sonoras gargalhadas).