Do not burn the (La Perla) bras, but….

Ser mãe, e em especial ser mãe de uma mulher está a sensibilizar-me para a causa feminista que eu achava ser ja redundante. Como me apercebi desta mudança? O inferno são os outros….e as redes sociais.

Fato 1: dizerem, com ar de desafio ao pai, “o meu #nome# do bebé vai papar a tua filha”. Pela expressão,entoação e escolha de palavras, percebe-se que é suposto ser moderadamente ofensivo. Que será o dominio do mais forte sobre a indefesa presa que ficará eternamente marcada. A nossa reação vai no sentido do “e depois,ca#$%&o? que se divirtam se assim for!”

Fato 2: já me enjoam os vídeos que enaltecem a maternidade como profissão mais dura e dificil do mundo, estado de maravilha e completa dedicação, passaporte para a um subnivel entre terra e ceu. E o pai, fo”#$%-#e? Quem partilha esse lixo delicodoce com um sentimento de “a escolhida” partilha o alibi para que se perpetue a bolorenta divisão de responsabilidades, afetos e missões, que temos que admitir, já não faz sentido quando estamos pais e mães no barco de trabalho a tempo inteiro em modo de “Zombies também conseguem chegar onde os outros chegam” e adoração completa por um ser bolsado, desdentado, descoordenado e absolutamente maravilhoso.

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(1-2 e 3)/52

sob a inspiração do You are my wild , seguida por profisisonais e amadores um pouco por toda a web, vou também a cada semana,  capturar uma foto da Aurora. Com uma adaptação: junto um livro, CD ou outro objeto que transmita sensibilidades que eu gostaria que ela partilhasse comigo ou o resultado de uma receita das que lhe irei escrever no caderninho dos sabores cá-de-casa.  Assim disfarço a falta de jeito para a fotografia, obrigo-me a continuar ativa no planeta extrafraldas e vou ja influenciando a iconoclastia da cria.

123:52

1,2 e 3/52 – Aurora adormeceu a ler o “E como ficou chato ser moderno” do Luís Filipe Cristovão. Dou o desconto, ainda está na descoberta de outras coisas prioritárias como por exemplo, que tem mãos e dedos, mas se até aos dois anos não gostar de poesia….

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a segunda coisa mais patética do mundo

logo a seguir a uma mãe estreante nos primeiros dias (sei do que falo, comprei este e este livro para ler na maternidade nos tempos livres) é uma mãe estreante que se apercebe da finitude da licença.

A sério? Logo quando se consegue conciliar a nova rotina muda-fralda-amamenta-faz-de-palhaça-teté -tenta-sem-sucesso-encaminhar-bebé-para-a-sesta-que parece-que-é suposto-dprmirem-16-horas-diárias com passeios diários agradaveis, jantares com amigos, voltar a cozinhar, começar o segundo dos livros comprados para a maternidade e usar maquilhagem ( mais necessária que nunca e quando se educa uma menina convem não desleixar) apercebemo-nos que temos de ser tudo isso MAIS o que já eramos anteriormente LONGE por 8 horas diárias do querido gremlin…..

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Mixed Symbols

Como podes ver pela forma com andamos a priorizar o teu enxoval não te espera uma vida aborrecida nem fácil (obviamente queremos moldar-te numa feminista caviar e impedir o acesso a musica infantil e às princesas Disney pelo máximo de tempo possível). Não te preocupes, há bom senso na família, noutras gerações e noutras casas.

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O primeiro som do teu primeiro festival

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Julho 29, 2013 · 10:28 am

…the greatest thing…

no sofá vermelho o teu pai esmiuça as rotas das estrelas e as explicações das estações para que aos teus porquês e comos nunca se siga um silêncio

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Duvidas existenciais ….tens 18 anos para responder, não ,16!

Será que te vais rir com os Monty Python?

E com Absolutely Fabulous?

Gostas mesmo do Black Bird dos Beatles (ou sou eu que imagino que sim e que ja reages quando o murmuro)?

Vais fazer parte da infíma fração de pessoas que gostam do nome que temos escolhido para ti?

E se a resposta às questões anteriores for não, este amor é mesmo incondicional ou vou embirrar um bocadinho contigo?

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