Não há como a morte para mudar opiniões e para dizerem bem de nós, pena que seja tarde demais para ouvirmos, aposto que sobre mim ainda dirão um dia (longíquo, toc toc na madeira) “era tão paciente” e “tão pouco mimada e caprichosa, nem parecia filha única”. Nem há nada tão ridículo como as “segundas figuras” de aparições, políticas ou não, que se abraçam efusivamente ao protagonista em bicos dos pés e numa atitude de familiaridade fingida. Claro que me refiro aos dois emplastros que o país tristemente “conheceu” esta semana.

E também acho que não há como o futebol para inflamar o patriotismo e transformar o discurso habitual do “isto só neste país” num desfile de bandeirinhas nas varandas (pelo que vi na RTPi, o prédio da Papoila está muuuuito atrás de outros que as compram à centena). Quais cientistas portugueses a desafiar as leis do Einstein, quais elogios à nossa afabilidade ou gastronomia, quais poetas e escritores brilhantes. Querem-se é goooooooolos…Enfim…

Ah, já me esquecia, isto também não interessa a ninguém mas vou escrever, até porque está tudo na praia menos eu. O dono daquela cadeia de restaurantes Pizza Express, que até são agradáveis e simpáticos e estão espalhados em sítios estratégicos de capitais europeias é português. Teve o espiríto empreendedor que lhe permite agora dar-se ao luxo de coleccionar aviões, “que até dão jeito para me deslocar em negócios”. Nem só de lixívia e sanitas se faz a emigração portuguesa.

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