O ano passado fui ao solstício de Verão em Stone Edge. À espera de uma experiência pagã de comunhão com a Natureza e de ver o aclamado efeito que o sol faz ao nascer entre duas pedras que lá estão. À espera disso e muito mais e a encontrar: milhares de pessoas (30 milhares mais precisamente) a andar de um lado para o outro aleatoriamente, hippies de 80 anos que se julgavam feiticeiros, desfiles de alucinados, jambés (claaaaaro), meninos bêbados a atirarem-se de cima das pedras, dores nos pés, rabujice de fome e sede, bancadas de cachorros quentes em locais estratégicos. Uma feira, portanto. Uma feira gira, mas ainda assim uma feira. A comunhão pagã com a natureza revelou-se difícil debaixo de pisadelas, empurrões e à luz dos neons das roullotes. Ainda pensei que o registo da visão do sol a espreitar no horizonte (aplaudido pelos 30 mil presentes, isso foi giro) me desse tarde a ilusão mais de ter sentido alguma coisa de especial nessa noite mas as fotografias ficaram todas escuras. Mesmo uma de que eu estava especialmente orgulhosa: uma cabecita loira às cavalitas do pai a tapar quase todo o sol que nascia. Estou condenada a cair nestas esparrelas até ao fim dos meus dias. Adolescência crónica, é o que é…

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