Ao olhar em redor

aqui do semi-callcenter-open-space onde passo os dias a fingir que percebo da poda reparo que há mesmo qualquer obsessão entre certos países e o mar: não há grego, italiano ou português (aqui sou eu) que se preze que não tenha o seu retalho de mar (às vezes muito muito artístico, que todos temos dentro de nós um eminente fotógrafo aos saltinhos) formato 13X18 cm escarrapachado à custa de bostik azul no painel mui belo de tecido azul-escritório que nos serve de separador. Ou, nos casos mais digitalmente avançados num fundo de ecrã mega-personalizado. Ou ainda, nos casos menos inspirados num fundo de ecrã com palmeira, espreguiçadeira encarnada e mar azul-não-existente-na-natureza-nem-nas-ilha-mais-tropicais. Pobres de nós, exilados na ilha cinzenta.



É, é verdade, estou entediada (não é falta de trabalho que já devia estar feito, é falta de vontade, inspiração, “whatever”, tem dias…) e dá-me para olhar em volta no estilo discreto que me é característico. Estou a um passo de pintar as unhas com a Stabillo Boss amarela (será que vão brilhar no escuro?) e a dois passos de ganhar o troféu “presença mais assídua na máquina dos cafés, chocolates e batatas fritas”.

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